segunda-feira, 16 de março de 2015

OLHAR, OUVIR E AMAR

Têmpera parou diante do quadro de Leonardo da Vinci e sorriu.  Será que alguém mais, além do pai, a acharia parecida com o anjo daquela pintura?  Será que o duque tinha notado alguma semelhança?  Mas não devia ficar pensando essas coisas.  O duque de Chevingham era o homem que ia casar com sua madrasta.  A própria Têmpera tinha planejado tudo, pois aquele casamento salvaria as duas da miséria.  Se ele sequer desconfiasse de que ela não era a empregada que fingia ser, se soubesse que ensinava à madrasta todos os truques para conquistá-lo, era mais provável que a considerasse um demônio.  Nunca, um anjo.

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